Da época que trabalhei na Band, no programa do Gilberto Barros (Boa Noite Brasil).
Todas as sextas, o programa era especial (cabe lembrar que o programa era diário, todas as noites de segunda à sexta).
E uma vez por mês (acho que foram só 3 vezes), entrava a Vila do Leão.
Uma versão A Praça é Nossa, mas ancorado pelo apresentador - e com direito até a um bloco de Escolinha.
Na ocasião, pude roteirizar algumas esquetes. Lembro de forma afetiva de uma das esquetes que roteirizei, adaptando piadas de loiras que eram interpretadas por duas atrizes em cena, como num diálogo coloquial. E do quanto me senti orgulhoso pelo fato das intérpretes terem se interessado, na época, em transformar essa estrutura de piadas em um show para teatro.
O fato de isso não ter tido continuidade não tira o mérito de eu ter, por pelo menos algum tempo, me achado capaz de roteirizar também, além de todo o restante que a gente acaba fazendo numa produção.
Entre elas, como a imagem pode sugerir, layout para cenários!
Criei um personagem dragão, há alguns anos. Fiz uma série de tiras com o tema "se um dragão existisse, que desconforto ele causaria", mas obviamente o assunto se esgota mais rápido que as piadas com o Gasparzinho.
A idéia era de quem o dragão vivesse no Brasil, nos dias atuais, e contracenassem com os outros personagens antropomorfizados, a saber: os próprios Sapo Brothers, o canguru, a raposa macho que usa camisa e dirige carro etc.
Mas com o tempo esgotaram as possibilidades de piadas rápidas com o Dragão (cujo nome do personagem, não por acaso, era simplesmente Dragão). O personagem está hibernando, até que eu consiga transformar em uma história mais completa uma animação para o seu surgimento, brincando um pouco com uma possível "mitologia" para o universo dos personagens.
E, para isso, já prevejo uma certa alteração com o traço do bichinho... Que compartilho aqui.
O vale dos dragões... Eu sei, Spielberg já fez melhor, e com dinossauros...
Durante a década de 70 - e um bom tanto da década de 80 - ter dois aparelhos de TV em casa era um luxo para poucos.
Toda a família tinha que entrar em acordo sobre o que assistir - não que houvesse lá muita opção, já que os canais eram poucos e pegavam mal.
Mas aí de repente os aparelhos se tornaram mais acessíveis - e surgiram as TVs menores, que iam para quartos, cozinhas, quartos de empregada...
Até quem mora sozinho acaba tendo mais de um aparelho de TV em casa.
Nos anos 80, tornaram-se populares os aparelhos VHS (vídeo cassetes), que agora permitiam que você controlasse a programação da TV. Quer ver um filme mas ele vai passar muito tarde? Grave. Vai passar dois programas legais ao mesmo tempo? Grave um e assista o outro. Está acompanhando a novela mas não quer perder um compromisso social? Programe a gravação, veja depois. Gosta muito de determinado programa? Grave e assista sempre que quiser.
Não foram raros os casos de famílias que não somente dispunham de vários aparelhos de TV como mais de um aparelho VHS - o que permitia gravar programas diferentes no mesmo horário.
Não era preciso mais que todos concordassem com o que assistir. Cada um que fosse e assistisse o que preferisse, no seu próprio aparelho.
Tudo estava muito bom, mas lembramos que aqui só temos 7 canais de TV aberta e mais alguns UHFs. O que as vezes gerava pessoas em cômodos diferentes da casa vendo a mesma coisa...
E surge a TV a cabo. Com dezenas de canais segmentados, cada um para cada gosto.
Agora sim ter vários aparelhos faria sentido.
Mas... Numa ganância descabida, as TVs a cabo - que não cobram barato pelos seus pacotes super inflacionados de programação pra lá de questionável - cobram por cada PONTO EXTRA. Pra você poder ver dois programas diferentes no mesmo horário, tem que pagar a mais. Pra gravar uma coisa e assistir a outra, também.
Diversas TVs, mas a que pega os canais que custam mais do que alugar 3 DVDs por semana é uma só. E aí volta a família a ficar toda diante do mesmo aparelho, tendo que decidir sobre o que assistir.
Deve ter o lado positivo dessa condição, o fato de que agora as pessoas são obrigadas a estarem juntas novamente ou algo assim... Mas na prática, temos aparelhos de TV inutilizados por conta de uma cobrança absolutamente descabida das operadoras de TV a cabo que, mesmo sendo mal vista pela Anatel, continua vigorando.
Surgiu uma oportunidade (na verdade, uma encomenda) para fazer uma animação onde os Sapo Brothers passariam por dificuldades relacionadas a recuperação de tratamento médico.
Faz bastante tempo, e o roteiro está em andamento desde então. Não cheguei ainda a um resultado satisfatório de piadas e conteúdo pra ser exibido, mas uma certeza eu tinha: Eles iriam se consultar com um médico um tanto mal-humorado, sarcástico e cínico...
Pois é, isso antes de ver que o pessoal do estúdio do Maurício de Sousa já fez com o Cascão Jovem, e até a Disney com o Dr. Mouse... Todos homenageando o célebre personagem magistralmente interpretado por Hugh Laurie, na série Dr. House exibida no Brasil pelo Canal a cabo Universal Channel e pela rede Record.
Recentemente, até o Maurício Ricardo do Charges já fez um "Tobby entrevista" com o House...
E, em 15 dias, estréia no Brasil a nova temporada...
Este post é só pra dizer que sou fã, e que também tinha minhas idéias de homenagens, até com a tradução literal do nome - seria Doutor Gregório Casa, não fosse algum italiano já ter feito isso (que foi postado pelo twitter do Cardoso).
A idéia, contudo, continua. Na animação, o médico seria "obrigado" a atender os sapos por conta da diretora do hospital, que faria só uma pontinha.
Referência óbvia, mas talvez obscura para o público alvo dos Sapo Brothers...
Enfim, ao menos os esboços eu compartilho por aqui, enquanto decido o que fazer.
Sempre me revoltou profundamente a conversa sobre "cada um fazer a sua parte" para a preservação do planeta. Não que eu não concorde com as histórias do Chico Bento, de que devemos preservar as matas, os rios e tudo o mais que, no final das contas, é para o nosso próprio uso.
Daí vai uma enorme (e intrasponível) distância a tirar o filé do meu almoço por causa dos desmatamentos pra criar pasto pros bois (como se pra plantar mato do tipo comestível também não fosse necessário liberar espaço e tirar os que não o são). Isso não vai fechar os açougues e eu não vou fazer refeições saborosas.
Algumas soluções surgem sem oferecer, contudo, uma contrapartida. Deixar o carro em casa seria uma boa solução SE o efeito disso fosse visível, o que não acontece. Eu estarei num transporte coletivo de massa indigno, independente de ter trânsito ou não. E o ar vai continuar ruim como um todo (ou pior em particular, a depender de quantos banhos não tomados estiverem dentro da condução).
Agora, quando surge uma idéia realmente eficiente, como os refrigerantes de frasco retornável que estão de volta aos mercados, aí eu não só aplaudo como visto a camisa.
O refrigerante ficou mais barato (se contar o preço por litro), o custo do vasilhame é baixo e pago somente uma vez. O gosto do produto melhora, já que nos casos do envasamento em vidro, não há contaminação no sabor. Há, sim, um desconforto em ter que carregar garrafas vazias por aí, mas RECOMPENSADO IMEDIATAMENTE com o barateamento do produto E uma melhora na qualidade do mesmo, sem contar na diminuição da produção de volume de lixo.
Portanto, embalagem de refrigerante retornável, SE deixar o danado mais barato, EU TOPO!