Eu seria no mínimo mentiroso - além de oportunista - se resolvesse fazer qualquer tipo de homenagem póstuma ao "rei do pop".
Acredito que há lugares na internet muito mais adequados pra manifestações sobre a morte do cantor, dançarino, Peter Pan e etc.
Mas, há pouco mais de 2 anos, quando eu trabalhava na produtora que fazia o Insomnia nas madrugadas da RedeTV, numa das vinhetas de abertura eu brinquei com o tema zumbis, fazendo a versão "morto-vivo" dos apresentadores.
A trilha, como não poderia deixar de ser, foi Thriller.
Não tenho mais o arquivo editado final, então subi no Youtube a versão prévia apenas com a música encaixada. Acho que vale o registro, até porque foi uma animação divertida de fazer:
Fiz alguns cartazes, quando trabalhava em programa de TV de auditório, estilo game show.
O jogo consistia em, com perguntas que só podiam ser respondidas com "sim" ou "não". o sujeito com a cara enfiada no buraco descobrir do que ele estava "vestido".
Fiz vários destes, vou postando de vez em quando, na falta de algo relevante pra escrever.
Eu fiquei sabendo na sexta-feira sobre isso. Fiquei triste, claro, mas situações pessoais mais urgentes fizeram com que essa notícia fosse deixada de lado.
Até hoje, que vendo essa nota, achei por bem me manifestar aqui, neste blog, aos amigos que me visitam e se importam com o que escrevo.
Sou usuário do site FizTV há relativamente pouco tempo - Mês que vem fará um ano. A proposta do projeto - selecionar os vídeos enviados por usuários para exibir no canal de TV, pagando por eles, era inovadora.
Mais pelo fato de oferecerem um pagamento - mesmo que pequeno - do que pelo conceito em si, já que escolher conteúdo de usuário pra pôr num canal de TV a Sumo.TV também já fazia, e há mais tempo.
Mas não como um modelo de negócios aos geradores do conteúdo.
Não que fosse um valor astronômico. Os anunciados R$ 50,00 por minuto pagariam, numa produção de um curta caseiro, em média R$ 200,00. Só pra ter uma idéia, as animações dos episódios dos Super Sapo Brothers pagavam menos de R$ 250,00, quando selecionados. O custo de produção mínimo, sem lucro e explorando a mão de obra, para um projeto desse é de no mínimo R$7500,00 por episódio.
Pra mim, não era um modelo de negócios lucrativo. Mas digo que ganhei mais ali do que com muitos outros trabalhos supostamente mais vantajosos e que não se mostraram tão interessantes na hora de receber...
Enfim, independente disso, foi uma pena que o canal acabou. Eu nunca assisti, pois as operadoras de TV a cabo a que tenho acesso não tinham o canal. Mas me animava saber que existia um jeito "televisivo" de mostrar o trabalho.
Porque mesmo que a TV seja a "mídia de ontem" e a internet seja a "mídia de amanhã", hoje ainda é estar na TV que conta, inclusive, como possibilidade de algum tipo de retorno financeiro.
Eu juro que entendo a preocupação com a criação de uma geração consumista.
Crianças criadas sem limites do que pode ou não pode se tornam adolescentes fúteis. Adolescentes fúteis serão adultos egoístas e sabemos bem o que o egoísmo causa na sociedade.
Basta dirigir um pouco num trânsito congestionado, ou mesmo uma condução pública lotada, e descobrir o quanto de má educação (pra se dizer o mínimo) surge fruto da falta de valores.
Valores que deveriam ser cultivados na infância.
Claro que há mais fatores que causam adultos "ruins" - no sentido de maus cidadãos. Mas a infância mimada sem dúvida é um deles.
Cabe aos pais pôr limites as crianças. E não é proibindo o vendedor de sorvete de buzinar na pracinha que esses limites serão conseguidos.
Se o garoto não pode tomar sorvete porquê tem diabetes, ou porquê está gripado, ou simplesmente porque não vai almoçar depois, são os pais que devem proibí-lo.
E, se ele desobedeceu, cabe aos pais puní-lo, castigá-lo, enfim...
Mas claro que há uma turba ensandecida de "protetores da inocência" que entendem que as coisas não podem ser assim. Afinal, as crianças podem ficar traumatizadas se ouvirem um NÃO.
Então, pra não correr o risco dos pais magoarem o coração de seus pimpolhos, vamos simplesmente enclausurar as crianças numa bolha de proteção contra o consumo.
Esquecendo que vivemos numa sociedade de consumo. Que a economia girando é o que permite que tenhamos emprego, tecnologia, lazer, conforto...
Pra mim, a paranóia contra propaganda é coisa de COMUNISTA recalcado, que não aceita que o COMUNISMO FALIU, não funcionou.
É triste? Não sei, as pessoas que fogem a nado de Cuba, ou os que morriam tentando escapar do lado oriental de Berlim, dão a entender que o sistema já foi tarde. E é bom lembrar, não víamos ninguém tentando atravessar no LADO CONTRÁRIO.
No meio disso tudo, colocam a inocência das crianças pra proteger. Esquecendo os milhões de reais que a economica focada nelas movimenta... Além dos tantos empregos que gera.
Como o meu, por exemplo.
E quem investiu A VIDA TODA nisso, deve agora ir fazer o quê?
Talvez tentar uma boquinha na PETROBRÁS... Eles costumam distribuir grana farta pra projetos que ninguém quer ver mesmo...
O que vem bem a calhar, já que se aparecer um emprego, eu aceito.
Me cadastrei no site, para avaliá-lo.
O primeiro problema: "região". As pessoas são bairristas, em geral. Eu, em específico. Não gostei da minha região - Grande ABC em São Paulo - não estar listada quando me cadastrei.
Também não gosto muito quando o cadastro não deixa a tecla "tab" ir direto ao próximo pronto - a marcação de "confidencial ou não" poderia ser feita depois - isso ainda no cadastro.
Na hora de preencher os dados do currículo, isso é um problema recorrente, as "áreas" que a empresa atua tem termos demais e ainda assim não supre todas as possibilidades. Perde-se muito tempo pra se cadastrar algo que funcionaria melhor em campos abertos de texto. Não vejo a vantagem de uma busca nesses segmentos.
Como o site se apresenta também como rede social e não somente um banco de currículo, até que faz sentido carregar fotos e vídeos. Mas o sistema pra isso se mostrou meio lento.
A busca também me pareceu lenta, e isso da página tentar recarregar cada vez que você seleciona algo para só então mostrar mais opções de seleção - como no caso da busca por região - me cansa. Acho desnecessário, pra se dizer o mínimo.
Outra coisa que eu, particularmente, não gostei: Quando o sistema não encontrou nada, então que diga que não encontrou nada. Se eu usei só uma palavra e nada apareceu, acho pouco provável que "refinando" os termos eu vá encontrar algo.
Mas, enfim, estou cadastrado lá, e vamos ver se com o tempo algumas opções melhores surgem. O site "promete" uma página apontada pelo apelido, e embora ela tenha demorado pra "funcionar", a minha (ainda em construção) é essa: http://sapobrothers.monsterbrasil.com.br/
Fiz essa piadinha hoje, brincando um pouco com a onda de "personagens teens" que está surgindo. Na verdade, depois da Turma da Mônica Jovem - que fez um inacreditável sucesso - outros personagens estão se aventurando - e a Luluzinha é uma delas. Com produção nacional, a Ediouro adquiriu os direitos da personagem e na última sexta tivemos nas bancas o número um da Lulu Teen.
Não sei se é impressão minha mas, apesar de todo o aspecto "jovem" dessas publicações - e a linguagem mangá que eles usam (mesmo que não seja o "mangá puro de alma" como alguns fãs do gênero defendem, pra maioria dos leigos no assunto é "esticou o olhão e fez careta" é mangá) - me parece que o público alvo continua a ser o mesmo... Crianças.
Talvez as crianças é que estejam chegando muito cedo aos quadrinhos e já com 8 ou 9 anos não querem mais saber de aventuras envolvendo bichinhos de pelúcia ou o clube dos meninos em guerras de bola de neve...
Eu não vou criticar só porque não gosto. No caso da Turma da Mônica, as revistas "tradicionais" continuam e isso me basta. E no caso da Luluzinha, eu não compro uma revista dela há décadas, e não há o porquê começar agora.
Mas na onda do "transformar tudo em teen", fiz essa brincadeira com os Sapo Brothers. Mas só por uma tira - na verdade, dois terços de uma tira.
Nunca vi graça na temática adolescente, nem quando eu era adolescente. Logo que criei os personagens já os fiz "adultos" - ou "jovens adultos"... O suficiente para ao menos poderem dirigir e trabalhar, e aí ter histórias mais divertidas pra contar.
Não que eu já não tenha flertado com outros públicos... Tentando emplacar os personagens em animação para um canal infantil, fiz uma versão "kids", os SAPOPECAS:
Até o nome foi pensado "mercadologicamente" - a idéia era tentar convencer o apelo dos personagens junto a um público infantil.
Mas, sinceramente, eu os prefiro na versão "de sempre" mesmo...
E sim, o público que foco no trabalho é o infantil. Mas eu não acho que crianças só se identificam com crianças. Assim o fosse, não teriam tantas gerações fãs do Popeye, Pernalonga, Pato Donald, Pica pau...
Por que eu acho que a internet não substitui a TV?
Ao menos, não pra mim, e não por enquanto.
Há vários aspectos da questão que trata da migração do público da TV para a internet. Vou considerar aqui apenas do ponto de vista do telespectador, no caso, eu.
Por mais que na internet eu tenha muito mais conteúdo disponível do que em qualquer pacote caro da TV a cabo - isso considerando apenas os conteúdos "legítimos", nem vou entrar no critério dos downloads ilegais - há algo que o computador ainda não fornece: CONFORTO.
TV eu vejo do sofá, há alguns metros de distância, pelo controle remoto. Ou então na cama, deitado. Minha única interação necessária é dosar o volume ou trocar de canal.
Na internet, é preciso estar diante do monitor. Mesmo que não, há aplicativos que permitem lançar na TV as imagens do monitor, ainda é preciso o teclado e o mouse para escolher o que assistir. Isso considerando apenas vídeos, já que texto não tem como ler pela TV.
Por vezes eu achei conteúdo na internet e gravei em DVD para assistir "direito", e não de uma cadeira de escritório com as costas curvadas.
Outro ponto a se considerar é que, na TV, existe alguém elaborando a programação, que eu posso considerar como sugestão do que ver. Tudo bem que o youtube também faz isso no final de cada vídeo, mas o descobrir algo casualmente, "zapeando", ainda não é uma possibilidade com as conexões atuais disponíveis.
Deixo como exemplo a série Eli Stone, sobre um advogado com visões e com a atriz da cinessérie A Experiência. Eu dificilmente iria assistir (ok, talvez por causa dela) se não tivesse encontrado a série durante uma zapeada e descoberto que até que é legal. Não acompanho regularmente, mas se está passando, eu vejo.
Considerando a quantidade de ações que eu deveria tomar pra ver um programa de 45 minutos pela internet, é bem improvável encontrar algo assim, por acaso, na internet.
A não ser por recomendação, claro.
Mas ainda acho a experiência de ver TV radicalmente diferente da de navegar pela internet, mesmo que atrás de vídeos. Por enquanto, me parecem complementares. Principalmente se for pra usar a internet pra descobrir o que está passando...