Não gosto. Considero-o um "câncer criativo" - com o perdão do termo desnecessariamente pesado.
Por conta dessa mania de se tentar "não causar polêmica", "não gerar preconceito", "não desrespeitar minorias" e todos os princípios da cartilha do "bom mocismo", quase tudo da produção cultural comercial se transforma em roteiros de Ursinhos Carinhosos.
Claro que há limites - o humor negro, que aprecio e consumo, não é de fato para todos os gostos. Mas o personagem que se vestia de mulher para enganar um caçador ou se apropriar de um jantar grátis de um milionário carente, gerações atrás permitia o riso, e a lembrança agradável posterior. Hoje provoca reações desesperadas de protetores moralistas de ocasião.
Se um personagem fumar sem fazer "cof-cof", e o conteúdo cair na mão de uma criança, esperem o pior dos pais preocupados, pedagogos engajados e todo o resto.
Por falar em fumar, eu também tentei fazer piadas com lições de moral. Se as que não tem essa preocupação já não tem muita graça, bem, não fica difícil imaginar o que acontece com aquelas que, além de tudo, ainda se propõe a passar uma mensagem...
Num comentário do Blog, surgiu o termo "alma gêmea".
Eu acredito em alma gêmea? Existe 3 respostas pra essa pergunta.
Se ela fosse feita até os meus 22 anos, a resposta seria: Sim, claro. Acreditava piamente que existia alguém que era o meu "oposto perfeito". Feita pra mim, com algumas diferenças que a tornassem encantadora e me complementaria. Como se eu sozinho não fosse suficiente.
Depois dessa fase, eu passei a acreditar que quem deveria cuidar da minha vida, das minhas escolhas - e, principalmente, de quem deveria estar comigo - era eu mesmo, e não o "destino onisciente" que separou alguém pra mim no princípio de tudo. Defendi essa idéia arduamente, até perceber que em nome desa tal "liberdade de escolha", eu me mostrei o mais incapaz julgador de carater que eu possa conhecer.
A partir de experiências tragicômicas, passei a não pensar no assunto.
E aí minha alma gêmea apareceu. Feita pra mim. Sob medida. De maneira tão perfeita que nem a versão de mim aos 22 anos acreditaria ser possível. E olha que naquela época eu acreditava em muita coisa.
Hoje, acredito no amor que a Bárbara me proporcionou. Proporciona e proporcionará. Para sempre.
No primeiro aniversário dela, quando juntos, fiz este vídeo. Elvis, Ira e Beach Boys me ajudaram nessa.
Feliz aniversário, Bárbara... Já passou, mas todo dia é um bom dia pra comemorar junto a pessoa que se ama.
Os Sapo Brothers tiveram uma tira selecionada para entrar no site Jacaré Banguela.
Como isso aconteceu? Simples. Minha noiva - que é fã do site citado - selecionou algumas tiras minhas e enviou pra eles, contando, inclusive, a história do meu site e de que isso seria uma surpresa.
E que surpresa! Aconteceu em agosto de 2008.
Eu, todo animadão, montei uma outra tira "comemorativa", na expectativa que fosse publicado também.
Bem, isso já não rolou.
Mas, sem problemas, uma vez foi bom. E foi graças ao meu amor!
O encontro comemora os 140 anos do quadrinho nacional, cujo pioneiro foi Ângelo Agostini. Piemontês radicado no Brasil, jornalista e desenhista era um crítico mordaz do reinado de D.Pedro II defendendo a república e a abolição da escravatura.
Em 30 de janeiro de1869 publica as aventuras de Nhô- Quim, no periódico Vida Fluminense considerada uma das primeiras HQs do mundo.
Além de pioneiro nos quadrinhos era excelente chargista e caricaturista.
Para comemorar a data os cartunistas, quadrinhistas, chargistas e caricaturistas
Se reunirão no Fran'S Café Portugal na av. Portugal, 1126 em Santo André, a partir das 16:00hs até 23:00hs neste 30 de janeiro.
Veja as atividades do dia:
Entrada: 1 gibi que se destinará ao acervo da gibiteca de Santo André
- Exposição Relâmpago: Somente no dia com o tema "Faixa de Gaza".
- Análise de Portfolio: Para todos os desenhistas iniciantes.
- Autógrafos: Ala Voloshyn autografa o livro " Pimenta do Reino".
O Quarto Mundo autografa várias revistas de HQ.
Os 7 autografam sua 1ª revista de cartuns.
-Pacotão da Editora Virgo : Descontos especiais em vários livros de cartuns.
-Caricaturas: Faça sua caricatura a preços populares.
Presenças confirmadas:
Ala Voloshyn, Gláucia Lanzoni, Airon, Verde, Luigi Rocco, Jorge Barreto,Ed Sarro, Daniel Alves, Cerito, Zitto, André Liberal, Onésio, Cassiano, Humberto Pessoa, Mastrotti, Will, Marcos Venceslau, Antonio Carlos pires, Gilmar de Godoy, Rafael Dourado, Peixe, Melo, Rice, Odair Lima, Richard.
Organizador: Mastrotti, cartunista e editor
Informações: (11) 8779 9934
Patrocínio: Fran'S Café Portugal e Papelaria Lupapel
Fui fã da série dos anos 80, que permeava ação com bom humor (raro até então, ou era uma coisa ou era outra). As aventuras rocambolescas misturavam alienígenas, outras dimensões, mutações genéticas, artes marciais e o inusitado... Tartarugas mutantes, adolescentes, ninjas e viciadas em pizzas, com um rato velho como mestre...
Todos os elementos de todas as diferentes versões dos personagens estão na animação - que surgiu nos quadrinhos, ainda nos anos 80, de uma forma bastante despretensiosa - porém ousada.
Os dois primeiros filmes foram feitos com a consultoria de Jim Henson... o "pai dos Muppets" (sim: Caco, Piggy, Fozzy, Gonzo). Eram filmes em "live action" com bonecos interpretando as tartarugas e o segundo filme é, inclusive, dedicado a ele - faleceu naquele ano, se não me falha a memória.
O terceiro, um pouco "fora da cronologia", traz uma história nova e ainda tem as mesmas qualidades dos outros dois. Infantis demais para quem conheceu os personagens nos quadrinhos, mas "no ponto" pra quem os conhecia da série de TV.
Muito foi feito com eles depois disso, inclusive estão de volta em série animada nova após uma temporada de série seguindo o padrão "live action com bonecos" que parece não ter dado muito certo.
Neste filme, foram pros efeitos 3D. É diferente de todos os outros 3D disponíveis, e a qualidade técnica é indiscutível.
A trama segue fiel a "tradição" da série. Uma mistura de referências que faz sofrer quem não conhece os personagens.
Gostei, e muito. Meu único "senão" é que o filme começa com um "recordatório" explicando a trama, recurso que particularmente não gosto tanto.
Mas, pra quem era fã dos personagens nos anos 80, o filme é muito legal!
Entrei no concurso do FizTV e realmente achei que tinha chances de ganhar.
Não ganhei.
Fiquei em segundo.
O que não é de todo ruim. Mas também não é bom. E todo o comentário a respeito fica soando a "murmúria de rejeitado" ou falsa sensação de espírito esportivo.
Paciência, o jeito é esperar o próximo. Não foi a primeira e muito provavelmente não será a última vez. Só espero que não seja a melhor...
Estou com uma animação concorrendo no FizDesejos - projeto do FizTV, um "youtube" do UOL que remunera simbolicamente os vídeos que seleciona para o canal a cabo, e que, neste caso, oferece um prêmio mais substancioso...
A última vez que eu escrevi uma história em quadrinhos de várias páginas para os Sapo Brothers foi em 2005.
Naquela ocasião, parte da história foi perdida por um acidente doméstico envolvendo um gato, bolinhas de papel e o fato dos rascunhos não estarem compreensíveis. Tenho metade da história desenhada até hoje, mas sem o roteiro pra saber o que afinal os personagens estavam falando.
Isso deve ter contribuído para que eu me desestimulasse a escrever histórias longas, concentrando minha atenção a tiras - mais rápidas de fazer, mais rápidas de se consumir, mais frequentes de se atualizar e, em caso de texto perdido, mais fácil de se bolar outra coisa pra aproveitar o desenho pronto...
O ano é novo, mas o filme é antigo. O que é isso companheiro? Obra que adapta o livro de Fernando Gabeira, onde ele narra a operação que sequestrou o embaixador americano em 1969 - quando a ditadura militar estava gozando do seu primeiro ano do AI-5.
Descontando o tom panfletário do filme e a centralização no personagem do Gabeira - interpretado por Pedro Cardoso, e que é até natural, uma vez que a história foi contada pelo personagem que ele representa - o filme funciona.
Não sei se funciona pra quem não conhece o contexto histórico onde ele está inserido, mas também não imagino que tivesse essa intenção.
O curioso fica por, ao rever o filme anos depois, encontrar o ainda não formado par de Fernanda Torres e Luis Fernando Guimarães, e perceber que eles já funcionavam juntos na tela, mesmo sem o humor dOs Normais, que magistralmente interpretaram depois.
E sim, o filme tem os lugares comum do cinema nacional, Selton Mello e Matheus Natchergaele. E como curiosidade, a constatação que a cara de sonsa da Alessandra Negrini - que deu a pitada de malícia necessária em seu papel de Engraçadinha - parece ser involuntária.