Sim, eu sei, também não parece um labrador. Mas dêem um desconto, fiz com o mouse.
Eu não quis ler o livro.
Sabia que contaria a história de um labrador - e eu sou o feliz dono (se é que essa palavra se encaixa) de uma. E sabia que a história me emocionaria e achei que era melhor não me expor assim ao livro.
Mas acabei indo ver o filme. Lindo. Mas absurdamente apelativo, como de fato se pode esperar de um filme que tem um filhote de labrador no material de divulgação.
Saí do cinema morrendo de vontade de ir brincar com a Lilica. O máximo que puder.
Eu fui muito fã dos filmes do inspetor Clouseau quando era uma criança presa a sessão da Tarde.
As piadas físicas eram o que mais me encantavam. Fui rever um dos filmes depois de adulto pra só então entender melhor todo o conteúdo humorístico do personagem criado pelo Peter Sellers. Passei a admirá-lo ainda mais após ver sua cinebiografia.
Quando fiquei sabendo dessa nova versão, fiz cara feia. Gostava muito também do Steve Martin, mas não conseguia compreender como ele poderia dar vida a um personagem tão "preso" ao seu intérprete original.
Resultou numa divertida homenagem. Não é a mesma coisa que os filmes da série original, mas aí seria pedir demais. E eu até assistiria o segundo - lançamento previsto para 2009.
Sim, eu sei, não parece a Pantera de verdade, mas assim eu evito problemas legais.
Há meses que passo em volta do Parque da Luz. Duas vezes por dia.
Mas nunca tinha conseguido passar DENTRO dele - e, por fora, ele chama a atenção.
O motivo é que ele abre DEPOIS do horário que eu passo na ida, e fecha ANTES do horário que eu passo na volta. Ao menos os dois portões que permitiram cortar caminho por dentro dele.
E ele seguia uma incógnita pra mim.
Até que um dia, fazendo um horário diferente, ele estava viável pra mim.
E eu entrei.
E posso dizer que é realmente um belo parque, dos mais bonitos que já vi. Uma rara beleza no ninho de prédios que é o centro de São Paulo (embora, do ponto de vista arquitetônico, também tenha lá uma certa beleza na região).
E é uma tristeza essa indisponibilidade constante de um lugar que pode dar até um novo humor pro dia. Ao menos aqueles que podem prestar atenção nele.
Só mesmo alguém com uma completa e inequívoca falta de senso de timing para reativar um blog - que, supõe-se, seja uma ferramenta mais "instantânea" e "continuada" de publicar conteúdo - às vésperas do recesso de fim de ano.
Mas, claro, eu não poderia deixar passar mais uma demonstração da falta de capacidade de planejamento.
Claro, poderia deixar posts "pré-arquivados" para subirem automaticamente. Mas, sou obrigado a admitir, não sei como fazer isso. Ao menos não no blog UOL.
E ainda estou na expectativa da publicação do vídeo de natal no portal Globo.com - já que o assunto, até o momento, está sendo solenemente ignorado no meu site, uma vez que esta seria minha animação de natal deste ano.
E, ainda esta semana, pretendo terminar a animação de ano novo - o que eu não tinha feito ainda. Novamente, claro, motivado por concurso, pois me vejo saindo um tremendo mercenário...
Qualquer novidade eu apareço, então, ainda é cedo para um "feliz Natal".
A proposta era fazer um vídeo onde aparecesse 3 objetos. Um deles, necessariamente, teria que ser um telefone vermelho.
Os outros dois poderiam ser escolhidos de uma lista diversa... Tinha máquina fotográfica instantânea, torta, bola de basquete... Eu escolhi o skate e o símbolo matemático do PI.
O mais interessante do projeto foi que eu estava confiante de que tinha até o dia 17 de dezembro para enviar (não sei de onde tirei essa data). E qual não foi a minha surpresa ontem ao perceber que o limite era... ONTEM.
O filme inglês mostra a monótona vida de Shaun, aos 29 anos, as voltas com sua insatisfeita namorada Liz, seu desnorteado melhor amigo Ed, os implicantes amigos de sua namorada, o aparente repressor padrasto Philipp e a conivente mãe Bárbara.
Ah, sim, e uma infestação de zumbis canibais...
O filme, que se apresenta como "uma comédia romântica... Mas com zumbis" é uma excelente homenagem aos filmes do gênero (de zumbis, e não de comédias românticas).
Essa animação é mais uma prova da competência do Tom Hanks como produtor.
Um filme correto, feito pra crianças mas com algumas "sugestões" adultas... Muito próximo em qualidade de roteiro das primeiras produções da Pixar e da Dreamworks.
Não é nenhum Shrek, Nemo, Sem-Florestas, Incríveis ou Rattatouile...
Mas se pegarmos lá o Vida de Inseto e o FormiguinhaZ... Não está longe não - no roteiro. Na animação não há nada que incomode ou que surpreenda.
Mas é um filme legal, daquele jeito que não sinifica nada de especial mas satisfaz.
Em tempo: Nicolas Cage e Julia Roberts convencem mais como dubladores do que como atores. Mas isso não chega a ser novidade...
A animação mistura dois lados negativos de dois dos três universos que ela juntou.
Primeiro: A preguiça do mercado editorial de quadrinhos. Essa péssima mania de reaproveitar o mesmo material sempre e sempre e sempre - principalmente os lançamentos do Angeli, sempre republicações de tiras que vemos o tempo todo.
O filme é uma mistureba de várias tiras - inclusive com as mesmas piadas. As poucas piadas mais inspiradas são algumas que satirizam a própria "mitologia" da série - em específico, as com a Rê Bordosa.
Segundo: A mania do cinema nacional de hiper valorizar o esforço em fazer algo funcionar, independente do que o está mexendo. Em específico: roteiro. Mesmo na hora de unir piadas, é preciso criar ao menos um fiapo de trama. Ficou devendo.
O terceiro "universo" que compõe a obra, no caso a animação em si, não decepciona. Economica sim, mas muito melhor que as viagens que o próprio Otto Guerra já tinha feito em trabalhos anteriores.
Mas o resultado não é um bom filme. Talvez seja pra quem não conheça os personagens de cor e salteado e já não esteja careca de ver as piadas publicadas e republicadas a tantos anos.
Ah, sim.. E faltou o Bob Cuspe...
Mas, se for pra citar outro bom personagem, o paranormal... Boa figura, bem usada e que gerou as cenas mais "curiosas".
Aliás, o filme fica melhor quando flerta com temas da animação convencional - coisas voando, personagens amassados etc.
Há tempos querem aprovar - e já deram a forma para tanto - uma lei que proíbe a propaganda voltada ao público infantil.
Não "regulamenta". Não "restringe". Simplesmente proíbe. Não se pode oferecer nada para crianças. E ponto final. Isso, claro, em veículos de mídia.
Aos pais, a tranquilidade de não terem mais que aguentar tantos pedidos de "me dá isso" e "me dá aquilo" ou "eu quero". Ao menos não os impulsionados pela TV, claro, já que há outras formas das crianças descobrirem coisas que elas possam se interessar e, de fato, pedir.
Há mérito em inibir a formação de uma geração consumista - como foram as últimas, imagino. Independendo do fato de que o consumo gera economia que gera renda que gera emprego que, enfim, em tempos de crise citar teorias capitalistas não é uma decisão das mais inteligentes.
Mas, em mais uma decisão paternalista, o Estado vai tomar conta direitinho de todos os filhos do país. O pai e mãe não precisarão mais dizer "não" aos filhos. Basta colocar nas crianças uma viseira e pronto, seus impulsos serão contidos até estarem em uma faixa etária onde os pedagogos deixem de se importar.
E o outro lado? Sim, existe um outro lado.
Digo por mim, pois estou fazendo uma defesa de minha profissão. Sou cartunista, ilustrador, roteirista de conteúdo voltado ao público infantil. Animações, quadrinhos, jogos. Pelas novas regras, até as propagandas do ADSENSE do Google serão uma desobediência de minha parte, já que a internet também entrou na onda. Também trabalho como designer, produzindo BRINQUEDOS.
Imaginem só como vender um produto que eu não posso anunciar? Me sinto um representante comercial da Souza Cruz!
E, sem anúncios, como será a produção de conteúdo para as crianças?
Hoje, temos basicamente dois meios de viabilizar uma produção para crianças: Ou pelo aspecto mercadológico, do potencial de retorno comercial que o conteúdo possa disponibilizar (licença de personagens para produtos, anunciantes durante a exibição etc), ou pelo aspecto pedagógico/educacional.
Não sei dizer extamente quanto, mas é de se supor que a maioria do que vemos hoje voltado ao público infantil esteja na primeira categoria. Só com base na TV a cabo, dos canais infantis: Cartoon Network, Jetix, Discovery Kids, Disney Channel, Nickeloldeon, TV Rá-Tim-Bum e Boomerang, podemos citar dois como "pedagogicamente trabalhados" - Discovery e TV Rá-tim-bum - dois com algum conteúdo com essa preocupação (Disney e Nick) - não necessariamente a maioria - enquanto três (dois deles os mais populares) apenas focando o entretenimento.
Estes estarão fadados ao prejuízo. E a parca produção nacional de animação que já não encontra incentivo comercial, estará condenada a ficar restrita ao critérios de aprovação dos únicos poucos anunciantes que vão sobrar: entidades governamentais.
Logo, uma comissão de notáveis anônimos é que vai decidir o que merece ou não o patrocínio. E quem já trabalhou com vertentes pedagógicas sabe que os argumentos - muitas vezes pra lá de subjetivos - pra se definir alguma coisa como "nome de personagem" ou mesmo "enredo válido" das histórias passa pelas justificativas mais absurdas do mundo - e negam, por vezes completamente, qualquer condição de se trabalhar em função do entretenimento.
O didatismo, essa praga, é tão "naturalmente encarada" que há censores (me atrevo a chamar assim mesmo) dispostos a pôr todos os esforços CONTRA um trabalho apenas porque discordam de alguma metodologia aplicada - mesmo que ela seja "legalmente válida" e "pedagogicamente aceita" por grupos distintos.
Imaginem alguém assim tendo que avaliar um projeto dos Sapo Brothers, e negando veementemente por conta do uso de termo estrangeiro no título. Como se fosse o único defeito do trabalho.
Tudo isso pra evitar que os pais tenham que dizer "filho, nem tudo o que você quer você terá".
E quem, como eu, se dedica há tempos - no meu caso, nem tanto, apenas uma década e meia - em investir e produzir para esse público, fica com a sugestão de "procurar outra coisa pra fazer".
Antes que venha uma nova canetada pra proibir também.
Em tempo: O que faz um animador que hoje tem a maior parte de sua possibilidade de trabalho oriunda do mercado publicitário que, há meses, já está proibido de usar recursos de animação para produtos QUE NÃO SEJAM voltados a crianças, e que agora NEM ANÚNCIOS PARA CRIANÇAS poderão fazer?
Direção do Ivan Reitman - o mesmo de Os Caça-Fantasmas I e II, Evolução e as comédias do Schuazenegger com o Denny DeVito dos anos 80 (Irmãos Gêmeos e Junior).
No caso de Caça-Fantasmas e Evolução - filmes muito semelhantes na estrutura, ele vai muito bem, tanto que são filmes da minha lista de favoritos.
Minha expectativa com o "Minha Super Ex Namorada", com a Uma KillBill Truman (que até está bonita no filme), o Luke Wilson e a bonitinha da série "Todo Mundo em Pânico" era de que ele fosse fazer as comédias que sempre faz, pegando um tema absurdo, satirizando-o de maneira irreverente mas mantendo um roteiro lógico e estruturado.
Ele até tenta. Os clichês estão lá, sendo zombados com sutileza - as vezes tanto que nem parece que estão sendo zombados.
O mais legal do filme são cenas meio bobas, como o protagonista e o melhor amigo conversando no metrô sobre a notícia do jornal da última "ação" da super heroína, ou o fato do "supervilão" ser reconhecido - meio como um novayorkino reconheceria um chefe da máfia ou algo assim.
Já na parte do filme em si, tirando algumas piadas (boas), o filme peca pela obviedade e porque são poucas piadas no meio de uma trama que merecia menos seriedade.
Enfim, o filme parece mais com as comédias do Schwazegger dos anos 80 do que com Os Caça Fantasmas ou mesmo Evolução...