O filme tentou reparar a maculada imagem da rainha - que ficou conhecida pela célebre resposta ao apelo de um acessor sobre a falta de pão do povo:
- Se o povo não tem pão, que comam brioches.
Esta fala é citada, inclusive, de uma forma bastante verossímil. Afinal, Maria Antonieta representava a monarquia absolutista opressora que deu vazão a revolução de Napoleão - e a repaginação de toda a Europa. Não é de se pensar diferente o que foi a reação popular a futilidade do palácio - e o eco que isso teve em todas as monarquias da época.
Porém, ao fixar a história apenas em Maria Antonieta, é possível entender o que levou a rainha a alienação. Saída jovem de seu país de origem, submetida aos rigores formais da corte francesa, sua vida de excessos representava um "mundo a parte" ao que a rodeava.
Claro que os excessos estão lá, assim como os questionamentos a respeito da virilidade do então príncipe da França.
O que tira o filme do lugar-comum é, sem dúvida, a trilha sonora contemporânea. Gerou um efeito bem interessante e serviu para aproximar aquela monarca do que seria uma "patricinha" que reconhecemos hoje em dia.
O curioso é que num filme sobre Maria Antonieta, a revolução aconteça de forma tão sutil e no pano de fundo... O que também garante um frescor a história.
Um filme que tem 3 atrativos que por si só já me chamam a atenção:
Uma comédia estrelada pelo Tom Hanks; Um filme "não sério" dirigido por Steven Spielberg; Catherine Zeta Jones no elenco...
A trama é de um imigrante que fica preso nas burocracias de imigração dos EUA porque uma guerra foi deflagrada enquanto ele chegava e não pode sair do aeroporto é baseada em fatos reais (só que originalmente não nos EUA, e sim na França, pelo que ouvi falar).
A trilha sonora de John Willians é, como sempre, redondinha.
Um filme naquela categoria de "legal", sem ser demais, mas, com certeza, sem ser de menos.
A animação não é muito legal no quesito técnico. Cabelos duros, poucas expressões faciais... Depois que a gente se acostuma com Shreks, Monsters ou Os Incriveis fica difícil "engolir" cabelo duro tipo capacete... Foi o que mais incomodou.
Mas o traço é legal, os personagens são bem montados e as piadas são inúmeras - infelizmente, muito trocadilho que as legendas não conseguiam salvar.
O filme é bem legal também, embora eu ache que não vai entrar pro meu hall de favoritos.
O destaque mesmo é a estrutura narrativa - a mesma história contada de pontos de vista diferentes - que é surpreendente numa animação infantil e que funciona - e bem.
Ah, sim, e destaque para o bode cantor e pro Lobo em pele de cordeiro...
Pois é, só vi ontem. Ganhou o Oscar - e em cima do Moving Castle, uma animação que gostei muito. Eu devia pra mim mesmo ver o filme - e o próprio Carlos já tinha comentado algo sobre ele - fiquei curioso sobre como a dublagem "salvou" as diversas músicas do filme (não o suficiente para acioná-la no DVD, contudo) - e eu finalmente assisti.
O filme é bom. E a "alteração brusca de tom" no filme de forma abrupta num momento em que isso não é esperado me surpreendeu. Não é de se estranhar que as crianças tenham ficado meio irriquietas... O nó que o roteiro dá não é comum e eu arrisco dizer que eles se atrapalharam um pouco.
Ainda assim, um belo filme. Embora eu não tenha gostado da total falta de personificação dos pinguins. Ficaram todos iguais - ok, pinguins são todos iguais, mas quando vemos um desenho, esperamos algo diferente - ao menos eu espero, pelo menos no quesito "traço". Algo como comparar MADAGASCAR com o outro filme da Disney que tem a mesma temática - eu sempre vou preferir o que caricaturiza mais os desenhos.
Enfim, o filme é legal, gostei. Vale a assistida, sem dúvida.