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   Desenho aleatório à lápis.

 



Por: Rafael B. às 09h02
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   Na Estalagem de Encontro dos Mundos

Alceu era um ork. Grande e desajeitado. Não era muito inteligente, como a
maioria da sua espécie.

Contudo, em vários detalhes ele se mostrava diferente de um ork
convencional. Primeiro, por sua mania de limpeza. Alceu tomava banho com uma
frequencia irritante a todos os seus companheiros, e mantinha suas vestes
impecavelmente lavadas, amaciadas e passadas. Não fosse a horrenda
aparência, a pele acinzentada, os dentes pontiagudos e os hábitos de
higiene, Alceu passaria tranquilamenteo por um Ogro.

Não que a aparência de um ogro fosse lá muito melhor do que a aparência de
um Ork. Depende é claro de quem está emitindo a opinião. Os ogros em geral
tendem a preferir a visão de um outro ogro do que um ork A maioria das
pessoas não notaria a diferença entre um e outro.

Contudo, os ogros são mais comuns em pele verde. E mantém hábitos
solitários, diferente dos orks, que vivem melhor em grupo, normalmente
comunidades pouco organizadas mas que garantem a sobrevivência dos mais
fortes. Ogros preferem florestas, enquanto orks se adequam melhor em
terrenos descampados.

Orks também gostam de comida putrefata. Enquanto ogros preferem presas
frescas. Esta é uma das características de Alceu que mais irrita a
comunidade Ork de que ele faz parte.

Sempre caçando animais vivos, Alceu atrapalha a coleta por carcaças e
carniças que o grupo de Orks prefere fazer, e não raro assalta a despensa
ork para comer dos animais ainda mortos de pouco tempo, enojando a maioria
dos companheiros.

As vezes Alceu passava dias longe das cavernas onde sua comunidade vive.
Escondido na floresta, deliciando-se com carne dos pequenos animais
silvestres que consegue devorar vivos, como é sua predileção.

Contudo, agora estava aterrorisado. Sabia que havia sido visto enquanto
devorava um ganso. Não seria um problema tão grande, se o ganso não fosse de
criação de um dos humanos fazendeiros da região. Juntaram uma pequena
multidão de humanos intolerantes e, munidos de tochas, arpões e ferramentas
agrícolas, partiram para intimidar os orks e ensinarem-nos a nunca mais
roubar de suas criações.

Agora Alceu corria perigo. Os Orks iriam não somente delatá-lo aos
fazendeiros para evitar o confronto, como também o caçariam por ter posto
toda a comunidade em risco para alimentar sua preferência alimentar tão
insana.

Correndo pelo bosque, Alceu fugia em direção ao único lugar que sabia poder
permanecer seguro até a raiva de todos passar: A Estalagem do fim do mundo.

Segundo o conhecimento de toda a região, a Estalagem era um local místico,
onde vários mundos, dimensões e eras se encontravam. Um ambiente onde não
importa a espécie do cliente, todos seriam bem tratados e atendidos
atenciosamente. Um dos poucos lugares nos mundos que permitia a convivência
pacífica entre magos, orks, humanos, elfos, duendes, alienígenas, lobos,
trolls, robôs, guerreiros, fadas, sereias, ninfas, deuses, zumbis, vermes
gigantes e qualquer outra criatura que ali se abrigasse.

Uma das grandes conveniências da estalagem era que, lá dentro, a morte não
entrava. Não sua personificação, que sempre seria muito bem vinda. Mas sim o
fato de que ninguém morre na estalagem. Não importa o quão cruel seja o
ataque, em segundos a vítima estaria recomposta. Poucos se arriscavam a
explicar o fenômeno, mas a verdade era que poucos se importavam. Quem
buscava a estalagem como exílio normalmente só esperava encontrar lá a
chance de permanecer vivo.

E foi ali que Alceu entrou. Viu o ambiente mais festivo e heterogêneo de que
jamais havia sido capaz sequer de imaginar. A maioria das espécies que via
ele jamais sonhou que pudessem realmente existir. E era bom entrar em algum
lugar sem ter todos olhando de forma reprovadora em sua direção, como era
comum em qualquer lugar fora dali.

Buscou uma mesa e se acomodou, pela primeira vez na vida sentido-se
confortável em algum ambiente onde não estivesse sozinho.

Logo o jovem atendente da casa veio lhe oferecer uma bebida. Pediu água, da
mais limpa que fosse possível. O atendente apenas anotou o pedido,
sorridente, perguntando:

- O que mais?

Alceu mal podia acreditar. Não somente o atendente não fez nenhuma
demonstração de estranhamento ao seu pedido por água limpa (que seria motivo
de alto deboche entre os seus) como ainda se mostrava simpático. Alceu então
resolveu tentar a sorte:

- Gostaria de um coelho.

O atendente anota. Vira-se novamente para Alceu:

- O senhor prefere o coelho assado? Ou então grelhado, ou frito, ou mesmo
ensopado... Também temos um preparo à moda da casa...

Alceu apenas disse firmemente:

- VIVO.

O atendente anotou, sorriu e dirigiu-se ao balcão, sem notar o suor que
escorria pela testa de Alceu, diante do medo de ser destratado pelo pedido
pouco usual. Aguardava ansioso pela oportunidade de devorar, pela primeira
vez na vida, seu prato predileto sem ter que estar se escondendo. Afinal, na
estalagem todos eram respeitados.

Os minutos necessários para preparação de seu prato passavam sem que ele
conseguisse disfarçar a excitação. Parte de saliva já escorria pelo canto da
sua boca. Ali, sentado, observava atento a movimentação do lugar, ainda
deslumbrado pelo fato de que ninguém havia dado maior atenção pra ele. E
estava protegido caso seus companheiros o encontrassem, naquele ambiente
mágico e perfeito.

Sua água já havia chegado. Na verdade, já estava esperando o terceiro copo
da água mais pura que ele jamais tomara. E então, junto com o terceiro copo,
o coelho.

Com pêlos acinzentados, orelhas atentas e olhos brilhantes, um gordo
coelhinho, da criação de Dona Zazá, a estalajadeira, é posto diante de
Alceu.

Ele levanta o animalzinho a altura de seus olhos. Sente o coração do
bichinho batendo. Enfia ele inteiro na boca, mastigando a suculência da
carne que ainda se mexe. Contudo, Alceu percebe certa dificuldade em
dilacerar o bichinho. Parece que a cada mordida a carne recém rasgada por
seus dentes volta ao estado anterior. Se Alceu algum dia na vida tivesse
mascado um chiclete, estaria agora achando que se tratava de um.

Cuspiu o coelho. Para sua surpresa, ele estava pulando na mesa, agitado e
babado, mas sem nenhum corte. Alceu não entendia como isso era possível.

Resolveu então comê-lo em partes. Puxou uma de suas patas com o dente, até
arrancá-la.

Qual não foi sua surpresa ao vê-la novamente no coelho, ao dar a dentada no
vazio inexplicável de sua boca que devia conter no mínimo uma coxa.

Desta vez, de forma mais radical, mordeu a cabeça do coelho, de forma a
esmagar seu pequenino crânio. Segurou fortemente com os dentes enquanto
puxava o corpo inerte do bichinho, esperando assim decepá-lo. Conseguiu.

Estranhou a falta de sangue jorrado, normal quando um animal estoura na boca
de um ork. Quando foi mastigar, notou que novamente estava com a boca vazia.
Só então via o coelhinho lutando para se livrar de suas mãos, vivo e sem
nenhum arranhão.

Irritado, Alceu começou a bater na mesa com o coelhinho, na intenção de
matá-lo. Não surtia efeito. Não importa a força da pancada, os lascos da
madeira na mesa voltavam para seu lugar, e o coelhinho continuava idêntico
ao que estava quando posto na mesa, exceto por uma agitação um pouco maior.

Agora profundamente irritado, Alceu jogou com força o coelhinho no chão e
passou a pular sobre ele, até esmagá-lo. Parou ao notar que agora sim todos
os hóspedes olhavam pra ele, assustados com tamanho ataque de fúria. Ele
parou. Olhou a todos e sentou-se, envergonhado. Todos desviaram sua atenção
para o que estava fazendo antes do "show" que Alceu dera, e então ele pode
ver que o coelho não somente permanecia vivo, como estava fugindo de volta
para a cozinha.

Levantou-se e passou a perseguir o coelhinho. Uma cena curiosa. Um ork, do
alto de seus quase dois metros de altura, pesando cento e quarenta quilos,
perseguindo um coelhinho que dificlmente teria mais de quarenta centímetros
e pouco mais de um quilo.

Alceu acabou pisando novamente no coelho para impedir que ele corresse pra
baixo do galpão. Dona Zazá, que atendia um cliente ao lado, virou-se para o
ork:

- Algum problema?

Alceu recolhe o coelhinho recém esmagado, e mostra-o inteiro, vivo e
saltitante em sua mão.

- Não estou conseguindo comê-lo.

Dona Zazá observa o coelhinho. Então olha para o Ork:

- Você sabe onde está?

- Sim, na Estalagem do Fim do Mundo. Onde mundos se encontram, todas as
espécies são bem vindas...

- ... e ninguém morre - concluiu a estalajadeira, enquanto tomava o coelho
da mão do ork.

Então Alceu ligou as coisas. Se ninguém morre na estalagem, o coelho também
não morreria. Então ele se mostrou confuso, principalmente ao notar as
outras mesas, onde várias espécies se serviam do que parece ser carne de
animal.

Dona Zazá, percebendo a dúvida do ork, se adiantou em explicar:

- Preparamos as carnes do lado de fora da estalagem. O matadouro fica há
alguns metros. E foi por conta desse tipo de inconveniente que não servimos
mais lagosta. O senhor somente foi servido por desatenção de meu
funcionário.

Alceu olhava para o coelhinho nas mãos da mulher. Realmente a estalagem
parecia boa demais pra ser verdade. Suspirou.

- Se você quiser, pode ir comer lá fora - sugeriu Zazá, enquanto colocava o
coelhinho no bolso de seu avental.

O ork, cabisbaixo, apenas resmungou:

- Acho que vou querer só uma salada então.

Voltou para a mesa, decepcionado. Afinal, de que adiantaria passar o resto
de sua vida na estalagem (que seria consideravelmente longa, uma vez que não
se morre na estalagem, como já foi anteriormente citado) se não poderia
apreciar a iguaria que mais lhe agradava? Comer para fora era voltar para a
clandestinidade. Ao sentar-se a mesa, apenas pensou no que poderia fazer
para ter uma vida ao menos parecida com o que sempre sonhou para si.

Teria que escolher. Ou o isolamento, ou mudar a dieta. A salada que lhe foi
servida não era um bom estímulo a segunda idéia.

Enquanto terminava com as últimas cenouras do prato, aproveitou que o garçom
passava por ele e resolveu arriscar um novo cardápio.

Desta vez, pediu um frango grelhado.

Acabou gostando. Não era a mesma coisa que comer algo cujo sangue ainda
esparramava pela sua boca, mas não havia o inconveniente das penas neste
caso. E ao menos a comida era quente, uma das características que mais
apreciava em sua dieta antiga, que estava prestes a abandonar.

Teria sido o dia de sorte do coelhinho, se dona Zazá não tivesse esquecido
de tirá-lo do avental quando o pôs pra lavar, numa lavadora automática que
ficava fora da estalagem.


Por: Rafael B. às 11h16
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   O desenho que deu origem ao personagem do Anjo Gabriel

 



Por: Rafael B. às 09h41
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   Ave! - Conto original

O anjo Gabriel recebeu a incumbência de avisar pra Maria que ela seria
a mãe do filho de Deus.

 Gabriel está com a mensagem nas mãos, e um outro anjo qualquer passa por perto:

 - Qual o problema Gabriel?

 - Tenho que entregar esta mensagem...

 - E daí? Vai lá e fala.

 - É uma mensagem difícil...

 - O que diz?

 Gabriel mostra o bilhete que O SENHOR escreveu:

 Parabéns! Vai engravidar, e é obra de Deus. Não se preocupe que tudo será
 arranjado.

 O anjo então pergunta:

 - E qual o problema em dar essa mensagem?

 - Os humanos são meio complicados.. Esse negócio de engravidar gera uma
 certa polêmica e tal... Não posso passar a mensagem desse jeito.

 - Ué, e vai passar de quê jeito?

 - O SENHOR falou que eu podia adaptar, se mantivesse a essência...

 - E o que você pensou?

 - Comecei esta, mas acho que não está boa:

 "Prezada criatura humana nº DEB - 12384, de alcunha Maria.

 Seu ventre foi requisitado para utilização superior. Não haverá contato
 carnal.
 O contratante se reserva ao direito de não divulgar informações que não
 julgar necessárias.
 Cabe a contratada alimentar-se corretamente e zelar pela proteção do
 feto até o nascimento, e cuidar dele pelas décadas vindouras.
 O contratante se responsabiliza pois quaisquer danos e avarias ocorridas
 no decorrer do período.

 Sem mais para o momento

 Deus."


 - Tá meio formal, né?

 - Pois é... Pensei em adaptar pra uma linguagem mais sóbria, mas acho que
 corre o risco dela não entender nada...

 - E se for algo mais direto, tipo:

 "Aí mina, tá ligada? Se vai emprenhar, mas fica na boa porque é obra divina
 e todos os esquemas já estão arranjados..."

 - Tá doido? Aí é que ela não vai entender nada mesmo... Tenho que
 contextualizar.

 - Hum.. contextualizar né? Em que época eles estão?

 - Roma domina o mundo ocidental... da Ásia pra lá eu não sei o que tá
 rolando, e na América só tem uns vikings que vão lá de vez em quando, mas
 eles continuam no esquema de sempre...

 - Gabriel... só quero saber sobre onde o bilhete tem que ser entregue...

 - Ok.. Israel mesmo, sob domínio romano.

 - E como os romanos se saúdam?

 - Hum.. o César eles dizem "Ave César".. entre eles eu não sei.

 - Ah, tá beleza então... começa assim ó:
 "Ave Maria..."

 - Legal, legal.. vai dar um ar épico pra mensagem...

 - Então.. e coloca que Deus está sempre do seu lado...

 - Hum... como? Ave Maria, Deus está do seu lado?

 - Não.. tipo. O SENHOR SEJA CONVOSCO.

 - Putz.. isso não significa nada.

 - Tudo bem, ela não vai saber...

 - Tá.. e como eu continuo?

 - Hum.. Dá os parabéns por ela ser a felizarda

 - Felizarda? Tá doido? Ela vai ser barriga de aluguel!

 - Gabriel... Reforça o lado bom.

 - Sinceramente, não vejo um labo bom pra ela.

 - Hum.. diz que ela foi a ESCOLHIDA. Algo como "sortuda sois vós, dentre
 todas as candidatas"

 - E se, ao invés de "sortuda", eu usar "bendita".

 - Isso, melhor ainda!

 - E ao invés de candidatas, eu usar "mulheres"...

 - Como fica?

 - BENDITA SOIS VÓS ENTRE AS MULHERES

 - CARA, ficou demais! Ela vai achar que ganhou na loteria.

 - Isso ainda não existe.

 - É só jeito de falar.

 - Tá... como dizer que ela vai engravidar?

 - Hum.. talvez seja legal você destacar o fato de que o filho vai ser uma
 figura importante e tal...

 - Hum.. posso dizer que "Teu ventre conceberá e dará à luz um filho, e Este
 será grande e coisa e tal".

 - Bonito, bonito mesmo.. .Aliás, quem vai ser o pai?

 - Como assim?

 - Ué, os humanos não precisam de uma mãe e um pai pra nascer?

 - O Senhor não vai usar métodos convencionais.

 - Ela vai perguntar sobre isso.

 - Hum.. o bilhete não diz nada sobre isso.

 - Então inventa uma desculpa.

 - Não posso fazer isso.

 - Ah vai, quem vai saber?

 - Deus vai saber.

 - Mas Ele sabe de tudo mesmo. É só essa história não passar adiante que tá
 tudo certo.

 - Sei não.. acho que vai dar um rebuliço por lá. Quando a criança crescer e
 mudar o mundo como alguns anjos estão comentando...

 - Ah, mas até lá, ninguém vai perguntar que jeito o menino nasceu.

 - Tá certo.. Vou dizer que descerá o Espirito do Senhor sobre ela e que
 assim o filho dela será Filho de Deus...

 - Fala "Espírito Santo", que o impacto vai ser maior... E diz que vai passar
 a sombra, pra ela não ficar esperando um cara chamado Espírito aparecer...

 - Boa idéia... "Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo
 te cobrirá com sua sombra..."

 - Cara, que bonito. Dá até vontade de chorar.

 - Meu medo é se ela recusar.

 - Vai recusar nada.. capricha no vozeirão e ela vai achar isso um ótimo
 negócio.

 - Beleza.. deixa eu ir nessa. Espero que o marido da moça não estranhe.

 - A moça é casada?

 - Tá de casamento marcado, acho.

 - O maridão não vai reclamar?

 - Ah, qualquer coisa eu apareço pra ele também.

 - Hehehe.. boa sorte, cara. Vai ter trabalho pela frente.

 - Depois dessa me aposento viu?

 - Tchau!

 - Até mais.



Por: Rafael B. às 11h21
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   Ave!



Por: Rafael B. às 20h42
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   Sir Overlock: Imagens

Sir Overlock 01
Sir Overlock corre, sem a armadura, para tentar escapar do Dragão.

Sir Overlock 02
Sir Overlock, dentro da armadura que não parece ter sido feita sob medida.

Sir Overlock 03
Sir Overlock, aprendendo a usar a armadura que, mais tarde, perderia.

Sir Overlock 04
Taberna? Cabana? Um elemento da paisagem onde Sir Overlock vive suas aventuras...

Sir Overlock 05
A visão interna de uma taberna medieval não é das melhores.

Sir Overlock 06
Sir Overlock não é necessariamente discreto.

Sir Overlock 07
Sir Overlock também é altamente influenciável, principalmente sob efeito de álcool.


Sir Overlock 08
Sequência de Sir Overlock tendo sua dívida cobrada - e recebendo ajuda para fugir.



Por: Rafael B. às 10h59
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   AS AVENTURAS DE SIR OVERLOK

Já fazia cerca de duas horas que a tocaia se mantinha... Sir Overlok, o cavaleiro errante, desprovido de armadura, graças as chamuscadas do dragão, estava acuado nas rochas, em uma fresta, dentro da caverna. Uma grande rocha protegia-o (mais ou menos) das chamas que o dragão continuava soltando.

- Logo - pensava Sir Overlok - ele acaba derretendo a pedra, assim como fez com minha armadura...
Ao avistar a sua espada, ainda presa na cauda do dragão, Sir Overlok lembra das orientações do rei Guinolotes: Salve minha filha, Sir Overlok, e serás coberto de ouro.

A cerimônia em que a incumbência (ainda encarada como impossível por nosso herói) foi transferida estava entre as mais pomposas que o reino de Guinolos já teve, embora longe de ser a mais alegre... Ninguém acreditava no retorno da princesa, uma vez que o dragão - conforme lembrava um dos empregados do palácio a um desavisado bobo-da-corte estagiário que não sabia do motivo da festa - despertado pelas obras de duplicamento de vias carroçáveis feitas próximas a sua caverna, que explodiram parte de seus dominios, resolveu se vingar do reino que perturbava sua paz.

O sequestro ganhava várias versões cada vez mais aterrorizantes a depender da hierarquia do guarda que prestava o depoimento.

Um soldado raso havia dito primeiramente que o dragão, voando baixo, de forma rasante, apanhou com os pés a carruagem da princesa e, após agarrá-la com a boca de dentro da carruagem, deixou esta cair sobre a comitiva dianteira da escolta real, formada pelos mais competentes guerreiros de Guinolos. Segundo um destes valorosos guerreiros, o dragão havia travado uma batalha furiosa e, após arremessar várias pedras e outros "pesos" sobre a companhia, e tentar devorar um soldado (nas versões mais elaboradas, o soldado era o mesmo que havia feito a explicação simples, e uma queda resultante da confusão havia feito que ele perdesse a memória). O resgate do soldado deu ao dragão o espaço necessário para sequestrar a princesa, e nocautear mais alguns guardas.

Na verdade, esta última versão foi a que acabou ganhando o status de autêntica, o que desestimulava qualquer um a tentar o resgate. Mesmo com a tentadora oferta de cobrir o corpo de ouro.

- Bem que aquele gorducho poderia oferecer a cobertura dele de ouro - pensou Sir Overlok, enquanto esperava o cansaço do dragão para retirar a espada de sua cauda e dar o golpe final. Aparentemente, o dragão não estava nem um pouco disposto a parar para descansar... A lembrança da cerimônia continuava firme em sua mente, e do corpo gordo e suado do rei Guinolotes, enquanto celebravam o pacto do retorno do cavaleiro (e que continha uma desconfortável cláusula de pena de morte em caso de desistência ou fracasso - a ser executada pelo próprio dragão ou pelos soldados do reino, caso houvesse fuga comprovada). Sir Overlok jamais poderia imaginar que enfrentar um dragão (que ele sempre imaginava como lagartos crescidos, e nada além disso) incluiria labaredas derretendo sua armadura, dentadas em sua perna (não foi um ferimento grave, mas serviu para dar mais confiança ao dragão de uma vitória fácil) e a perda da espada na cauda que pareceu impenetrável (não era, uma vez que a espada estava "fincada" na cauda).

O dragão se afastou, para averiguar o que Sir Overlok acreditava ser os aposentos da princesa. Isso daria tempo para que ele tentasse recuperar a espada, mas logo se deteve, imaginado que, se ele tivesse tempo (e força) para tirar a espada da cauda do dragão, não conseguiria fugir em tempo de evitar a labareda que o dragão soltaria em sua direção, e seu escudo (bem como toda a sua armadura) já haviam sido derretidos pelo calor do fogo...

Sir Overlok se encontrava de cuecas, agaixado, olhando para o dragão se afastando na enorme galeria rochosa.

- E só de lembrar que eu era alfaiate... - Sir Overlok lembrava de como se aventurou pelo mundo, abandonando sua função respeitável no distante reino de Massantes... Sempre se encantou com a história do alfaiate que vence o gigante, graças a uma confusão causada por sua glorificação de ter matado anteriormente três (ele se referia a moscas, mas o reino achou que era sobre gigantes, ele foi enviado e tudo deu certo no final). Claro que Sir Overlok jamais considerou a possibilidade de enfrentar gigantes, que, afinal, sequer existiam (Sir Overlok também pensava o mesmo a respeito de dragões voadores e cuspidores de fogo). Imaginava que iria conseguir viver da fama de cavaleiro andante, sendo bem recebido nas tavernas e homenageado pelos reinos, mesmo sem ter feito nada para merecê-lo.
 
Isso traz a lembrança de como ele ficou sabendo do reino de Guinolos... Parado numa taverna, cantando vantagens para uma cortesã muito mais interessada em seu dinheiro do que em suas histórias, Sir Overlok foi abordado por Arthur Arturo, ferreiro responsável pelo design da armadura que ele exibia mundo afora. Numa discussão sobre o pagamento da armadura que ainda não havia sido feito (conversa que afastou a cortesã, desesperançosa de obter lucro com o cavaleiro), Arthur ameaçou levar o cavalo de Sir Overlok. Isto o fez puxar a espada para Arthur, uma vez que o cavalo também não havia sido pago ainda. Claro que Sir Overlok não era nem de longe tão bom na espada quanto Arthur era bom na rasteira, e logo ambos rolavam pelo chão do estabelecimento. Sir Overlok se beneficou do fato de estar de armadura, o que lhe salvou de golpes duros que só fizeram machucar a mão de Arthur, e conseguiu se por em retirada, já que também não era hábil o suficiente em lutas corporais. Por um equívoco comum da vida de Sir Overlok, ao invés de sair da Taverna, ele acabou entrando nos aposentos das funcionárias, que gritaram escandalizadas pela presença de um homem ali. Confuso e assustado, Sir Overlok sobe as escadas até os quartos dos "hóspedes", e é puxado para dentro de um deles pela cortesã que tentava convencê-lo, minutos atrás, a investir parte do dinheiro que ela acreditava que ele tinha. Ela calou-o antes dele agradecer, e arquitetou a saída dele pela janela, prometendo deixar o cavalo em posição para que ele caísse exatamente sobre o animal e fugisse, com uma condição.

Sir Overlok aceitou, sem perguntar qual seria a condição. Posicionou-se na ombreira da janela, enquanto a meretriz discretamente descia as escadas e passava por Arthur, ainda atordoado, indo até o estábulo e deixando o cavalo embaixo da janela, geometricamente calculado para a queda de Sir Overlok se dar na posição exata de montaria. Claro que geometria não era uma habilidade comum naquele tipo de estabelecimento, e Sir Overlok estatelou-se no chão. A moça ajuda-o a se recompor e a montar no cavalo e, antes dele partir, ela lhe entrega um pergaminho que havia sido pendurado há algumas semanas na taverna.

"Procura-se cavaleiro para salvar princesa de dragão. Recompensa: Cobrir o cavaleiro de ouro - Reino de Guinolos"

- A condição é que você resgate esta princesa, e me dê metade da recompensa.

Sir Overlok olhou para o inscrito e então para a moça. Claro que trato era trato e como ela havia percebido que ele era um homem honrado, acreditou que ele cumpriria o acordo, ou morreria tentando. Ele tentou argumentar, afinal, ele poderia ir embora e nunca mais voltar. Mas a cortesã teve um argumento ótimo:

- Alguém que se apresenta como cavaleiro e confessa ter sido feito cavaleiro por si mesmo, e ainda assim mantém a esperança de ganhar favores dignos de cavaleiros de verdade, com certeza é alguém que não falta com a verdade, nem foge a seus compromissos, ou mesmo é esperto o bastante para saber quando deve fazê-lo. O fato de se recusar a dar o cavalo para pagar uma dívida, porque ele é parte de outra, me fez ter certeza que só você pode cumprir essa tarefa, e eu sei que se você conseguir, voltará aqui para pagar-me.

Sir Overlok seguiu em direção ao reino de Guinolos, lamentando o fato de ser tão transparente que até uma pessoa que nunca o viu ser capaz de traçar seu perfil com tamanha perfeição.

E a imagem da meretriz que ele sequer sabia o nome lhe sobreveio a mente.

Além de tudo, se conseguisse, ainda teria que fazer toda a travessia do reino de Guinolos até a taverna na esperança de encontrá-la e dividir com ela o prêmio... Claro que se não fosse por ela ele não estaria ali agora, mas ele questionou se ela merecia ser recompesada por isso. Seus pensamentos foram interrompidos por outra labareda.

Sir Overlok se encolheu, esperando que o dragão se cansasse, ou que a rocha derretesse por completo, o que acontecesse primeiro. Aconteceu a segunda opção. A fenda onde Sir Overlok estava já havia sofrido muito com as labaredas incandescentes do dragão, e uma escada rochosa se formou a frente de Sir Overlok. A rocha que o protegia continuava lá, e como o dragão tomava fôlego no intervalo entre as labaredas, Sir Overlok aproveitou o momento para correr pela escada até um nível acima do que estava, numa espécie de caminho que as rochas faziam, circulando todo o espaço. A esperança de Sir Overlok era de que o dragão não o veria, e realmente o dragão não o viu. Isso o fez questionar as informações que recebeu, na porta do castelo, sobre o dragão.

A versão que o reino sabia sobre o sequestro (da batalha dos soldados e da astúcia do dragão) só foi contada para Sir Overlok quando ele estava a caminho da caverna (contada pelo bobo da corte, desastradamente). Isso o amedrontou por demais, tanto que o fez entrar muito cautelosamente na caverna.

O dragão dormia, e seu bafo quente jorrava eventuais fagulhas que iluminavam o ambiente grande e ameaçador onde estava. Sir Overlok estava aterrorizado pelo tamanho da criatura, e a possibilidade dele ser altamente capaz de criar emboscadas o assutava ainda mais. Inclusive foi parte da responsabilidade do aparente fracasso da empreitada, já que, ao invés de tentar resgatar a princesa sorrateiramente, sem acordar o dragão, Sir Overlok achou melhor matá-lo primeiro, uma vez que ele poderia estar fingindo dormir para emboscá-lo. Como o dragão dormia com a barriga para baixo, impossibilitando que o seu coração fosse atingido, Sir Overlok acertou-lhe a cauda, pois havia ouvido falar que os lagartos gigantes tinham o cérebro na cauda. O seu erro foi pago pelo derretimento da armadura (que ele tirou assim que começou a esquentar, após receber a terceira baforada do dragão). Posicionou-se na fenda e lá ficou, até fugir pela escada formada pelas labaredas do dragão, que começava a derreter as paredes. Por alguns instantes, tamanha a adrenalina, Sir Overlok nem sentiu o calor das rochas por onde pisava, descalço (seu sapato também fora derretido pelo dragão). Mas foram apenas alguns instantes, e logo ele continuou a correr, parede acima. E o dragão continuava jorrando fogo contra a fenda. Neste momento Sir Overlok questionou novamente a suposta inteligência do dragão. Mas continou subindo, até chegar a entrada de onde acreditava ser os aposentos da princesa.

A visão que teve foi ao mesmo tempo reconfortante e decepcionante. A princesa nem de longe parecia com o pai, gordo e suado. Era linda, mas estava maltrapilha, e o suposto "aposento" nada mais era do que um buraco na rocha. O odor era horrível, e logo os olhos de Sir Overlok avistaram o motivo: Na falta de uma fossa convencional, a princesa havia improvisado suas necessidades numa fenda que era muito menor do que ela acreditava no início, e transbordava. Seus dentes estavam sujos, e havia muitas penas espalhadas por ali (provenientes das galinhas que o dragão deixava para alimentar a princesa). Assim que avistou Sir Overlok, a princesa correu para abraçá-lo. Inicialmente Sir Overlok repudiou o abraço, afinal, durante todo o período do sequestro, a princesa não havia tomado nenhum procedimento de higiene a não ser um eventual gargarejo com o fio de água que corria por dentro da rocha. Porém, após o abraço, Sir Overlok considerou a possibilidade de desposar a moça. Porém, antes de se prender em mais detalhes, pegou-a pela mão e postou-se em retirada.

O dragão, porém, após soltar várias labaredas na fenda onde Sir Overlok estava, voltava para ver se estava tudo bem com a princesa, e manteve esse padrão de comportamento agora, dando de cara com o casal saindo do buraco. Estranhamente, o dragão urrou mas não cuspiu fogo. Também não saiu da frente. Logo Sir Overlok entendeu... O dragão havia na verdade adotado a princesa como um filhote! Teve então uma idéia brilhante:

- Princesa, carregue-me no colo, como a uma presa, assim o dragão entende que você "me caçou"!

A princesa olhou para Sir Overlok, um homem na faixa de seus 30 e poucos anos, de cueca (calçola, como se usava na época) feita de retalhos, e aparetemente bem mais pesado que ela. Considerou o absurdo que ele sugeriu e pensou que não havia mesmo nada a perder.

Segurou Sir Overlok nos braços, com visível dificuldade, diante do olhar desconfiado do dragão. Após alguns momentos de troca de olhares entre a princesa e o dragão, a princesa mordeu a barriga de Sir Overlok, que gritou.

- Psiu! Finja de morto! - sussurrou a princesa, diante de um mal-humorado cavaleiro, que obedeceu, nervoso.

O dragão enclinou a cabeça, meio espantado, e deu de ombros. Deitou-se no centro do espaço de sua caverna e dormiu.

- Deu certo! - comemorou Sir Overlok - O dragão acreditou que você deu conta de mim e já sabe que não precisa se preocupar! Podemos fugir!

A princesa então lembrou-se que o dragão realmente a tratava feito um filhote, e sentiu as lágrimas brotarem dos olhos, ao sair da caverna do dragão...
- Fiquei com saudades de minha mãe...
 
Montaram no cavalo que Sir Overlok prudentemente havia deixado amarrado próximo a caverna, e seguiram em direção a reino de Guinolos. Logo o dragão estava voando atrás deles, enfurecido com o sequestro de seu "filhote". O cavalo de Sir Overlok não estava acostumado a correr, ainda mais com dois passageiros no lombo, e eles foram apanhados facilmente pelo dragão, que levantou vôo com os três pendurados em suas patas. Ao girar o corpo para retornar para a caverna, a ponta da cauda do dragão ficou próxima de suas patas, e Sir Overlok alcançou-a. Com uma das mãos presas a espada e a outra abraçada a pata do dragão, o mesmo não consegui reposicionar a cauda e perdeu a estabilidade do vôo. O cavalo caiu, mas a princesa continuou agarrada na outra pata.

Logo a espada saiu da cauda do dragão, e Sir Overlok consegiu dar o golpe certeiro onde acreditava ser o coração do monstro. Claro que não manejava bem a espada, e acabou atingindo a barriga...

Foi o suficiente para forçar a aterrissagem do dragão, que ficou agonizando na floresta, enquanto o cavaleiro e a princesa continuavam fugindo a pé. O dragão acabou morrendo na floresta sem assitência, e a princesa prometeu voltar para velar o que sobrasse do corpo do bicho.

- Vai sobrar tudo, afinal, você conhece algo que come carne de dragão - Sir Overlok tentou ser simpático, mas não consegiu.
 
A distância da caverna do dragão até o reino de Guinolos não dava para ser feita em um único dia, a não ser com algum tipo de montaria, e o cavaleiro e a princesa decidiram passar a noite numa cabana abandonada no meio do caminho. Essa noite foi suficiente para consolidar a atração de Sir Overlok pela princesa, já que com o poço e a lareira disponíveis na propriedade abandonada ela pode tomar um banho e se apresentou linda como uma princesa que era, com a vantagem de estar vestida apenas com um lençol encontrado na cabana, já que os trapos que usava não resistiram aos esfregões que ela deu. O frio da noite, as poucas roupas que usavam e o quão junto precisaram ficar para suportar o contratempo fez com que eles saíssem de lá, na manhã seguinte, muito mais sorridentes do que costumavam acordar sozinhos.

Ao chegar no reino, foram recebidos com festa por todos, apesar de que uma grande parte das pessoas estranhou o cavaleiro chegar de cuecas, a princesa apenas enrolada num lençol, sem cavalo e ambos assobiando felizes.

O rei foi quem ficou menos satisfeito com o resultado. Após as devidas explicações, o casamento foi marcado para o mesmo dia, diante de um ataque de nervos do rei, e antes que Sir Overlok pudesse cobrar a recompensa. Após a desconfortável cerimônia de casamento e do discurso do rei, que teve o cuidado de dizer que a mão de sua filha foi parte da recompensa pelo excelente trabalho do cavaleiro (e remoia em seu íntimo a vontade de devolver sua filha ao dragão e servir o cavaleiro como sobremesa), o ouro foi pago (Sir Overlok sentiu que não foi coberto por completo, mas não achou prudente reclamar).

Dias depois, Sir Overlok parte em direção ao horizonte, munido de um cavalo e uma armadura nova, um baú com o ouro que ganhou, a esposa na garupa, disposto a quitar suas dívidas, e voltar para o reino que herdaria...



Por: Rafael B. às 12h07
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   O amor da minha vida, feita a lápis

 

Meu amor
Esta é a Bárbara. Ou uma versão, em desenho, onde eu tento, sem sucesso, reproduzir a sua imagem. E eu a amo.



Por: Rafael B. às 09h57
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   Ilustração feita a lápis

 

Ilustração feita a lápis



Por: Rafael B. às 10h10
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   William Shakespeare

 



Por: Rafael B. às 11h16
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   Casamento chinês

 



Por: Rafael B. às 09h30
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   Já que hoje é sexta-feira 13...

 



Por: Rafael B. às 10h19
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   Não tem nada a ver com a Uniban...

 



Por: Rafael B. às 09h14
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   Rascunhos diversos

 



Por: Rafael B. às 12h10
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   Carlos Nader

No dia 20 de outubro, o Instituto Criar (onde leciono) recebeu a visita de Carlos Nader, documentarista, produtor e diretor.

Na ocasião, fiz um breve registro de sua apresentação:



Por: Rafael B. às 11h27
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